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Silo-bolsa como alternativa de armazenagem

O Brasil é o 4º maior produtor de grãos do mundo (arroz, cevada, soja, milho e trigo), ficando atrás apenas de China, E.U.A. e Índia, respectivamente. A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) divulgou a quinta estimativa da safra 2021/22, prevendo um crescimento à frente da produção 2020/21. De acordo com a estimativa, o país deve produzir 269,2 milhões de toneladas, crescendo em cerca de 0,5% ou 12 milhões de toneladas.

Apesar dessa gigantesca capacidade produtiva, as terras brasileiras ainda apresentam grande déficit quanto à armazenagem e transporte, o que leva os produtores a sofreram perdas imensas, impactando diretamente o preço na gôndola.

Os pequenos e médios produtores são os mais afetados pela baixa capacidade de armazenagem dentro da propriedade rural pois, forçados a realizar vendas logo após a colheita, acabam perdendo oportunidades de comercialização a preços melhores.

Outro problema é a necessidade de terceirização da armazenagem, o que acarreta a dependência de transportes. Sob os altos preços dos fretes praticados durante a safra, os produtores têm um elevado custo de produção, o que diminui sua lucratividade e eleva o preço final.

Para diminuir os impactos já citados, é importante que o produtor invista em um sistema de armazenagem que atenda às suas necessidades dentro da própria propriedade. Obedecendo a este requisito, ele não apenas diminui os custos de transporte como influencia a preservação dos grãos, além de minimizar as perdas pós-colheita.

Neste cenário, o silo-bolsa, mostra-se uma ótima alternativa em comparação aos silos tradicionais no Brasil. Trata-se de um túnel composto por polietileno de alta densidade que contém três camadas seladas hermeticamente, o que gera uma atmosfera rica em Carbono e pobre em Oxigênio, diminuindo consideravelmente a capacidade de reprodução de insetos e fungos que prejudicam os produtos colhidos.

Outro benefício trazido pelo silo-bolsa é sua capacidade de diminuir as atividades metabólicas naturais que levam o grão à deterioração, prolongando seu tempo de armazenagem. Este tipo de silo apresenta baixo custo operacional, já que os investimentos em logística e transporte para fora da propriedade são diminuídos e até mesmo anulados.

Apesar dos inúmeros benefícios oferecidos pelo silo-bolsa, é importante considerar que tal tecnologia teve sua origem em países de temperaturas mais baixas, como a Argentina e o Canadá, portanto, seu rendimento sob altas temperaturas pode apresentar variações. No Brasil, principalmente nos locais onde o termômetro ultrapassa os 30°C e há muita chuva, é de grande importância que os grãos sejam armazenados com baixa umidade (cerca de 13%), evitando assim a fermentação e consequente depreciação destes.

No momento da armazenagem, os grãos são movimentados da caixa de entrada para o silo através de uma rosca sem fim acionada pela tomada de força do trator e descarregados dentro da máquina embutidora, sendo ensacados automaticamente dentro da bolsa.

Para esvaziá-lo, uma das extremidades deve ser aberta e encaixada à guia do implemento. Os grãos são conduzidos por essa rosca até o elevador, que os descarrega enquanto um rolo hidráulico enrola a bolsa vazia.

Para produtores que buscam diminuição dos custos operacionais e praticidade de armazenagem, o uso de silo-bolsa apresenta-se como excelente opção, considerando sua adaptabilidade à realidade de pequenos e médios produtores, o menor custo de implantação e a oportunidade de obter maior lucratividade pela comercialização na entressafra.

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