ECONOMIA

Infraestrutura moderna traz agilidade e economia

Diante da forte e crescente cobrança por eficiência econômica no agronegócio brasileiro, chega a ser impensável que um setor tão importante como o de fertilizantes tenha pago mais de US$ 100 milhões por ano em demurrage, a multa para navios que ficam no porto além do período contratado, seja para carregar, seja para descarregar. Pois foi o que ocorreu em 2011, no caso do Porto de Paranaguá (Paraná), segundo dados do Sindicato da Indústria de Adubos e Corretivos Agrícolas do Paraná (Sindiadubos).

A boa notícia é que essa realidade vem mudando ano a ano. Para se ter ideia, ainda de acordo com o Sindiadubos, o montante pago pelo setor em demurrage havia caído para US$ 34,4 milhões em 2016, o que representa redução de 65,7%. Agora em 2018, de janeiro a setembro, o valor foi de US$ 32,9 milhões. Colocados em custo por tonelada de fertilizante, esses dados mostram queda de US$ 16,88 em 2011, para US$ 4,68 neste ano. A economia é de praticamente US$ 70 milhões por ano.

Essa mudança, que certamente impacta no custo total das atividades agropecuárias (ou pelo menos deveria), só foi possível devido a melhorias feitas em infraestrutura, após um diagnóstico de todo o sistema de descarga de fertilizantes para identificar onde estavam os principais gargalos. A criteriosa avaliação resultou em automação de processos, mudanças nas regras de atracação, monitoramento da produtividade de descargas de fertilizantes e inúmeras ações conjuntas com os operadores portuários para resolver os problemas.

O gerente-executivo do Sindiadubos, Décio Luiz Gomes, completa a lista destacando a otimização nos processos logísticos. “Houve reforma do cais comercial, aumento no número de berços destinados à descarga de fertilizantes, novas balanças automatizadas – incluindo opções de berços alternativos – e informatização e automação do sistema para emissão de notas fiscais e expedição de caminhões.”

Agora, a infraestrutura destinada a fertilizantes nos Portos de Paranaguá e Antonina conta com sete berços de atracação, dois especializados e cinco alternativos, além de 11 guindastes com capacidade de descarga de 132 mil toneladas por dia e 31 milhões de toneladas por ano. A capacidade de armazenagem em Paranaguá é estimada em 3 milhões de toneladas. Há ainda obras nas vias da cidade que podem melhorar esse desempenho. “Com a conclusão das obras de revitalização da Avenida Bento Rocha e a construção de um viaduto na entrada de Paranaguá, a descarga de fertilizantes será ainda mais ágil”, afirma o diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA), Lourenço Fregonese.

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