AGRICULTURA

Atraso no ciclo do milho safrinha impacta a produtividade em diversas regiões

Definitivamente, o ano de 2021 não está fácil para os produtores de milho safrinha no Brasil. O atraso, ocasionado por um prolongamento na safra da soja, fez com que boa parte do plantio fosse iniciado somente no mês de março, período considerado fora da janela ideal de muitas regiões produtoras, fazendo com que a cultura ficasse mais exposta às condições climáticas adversas, o que, de fato, acabou ocorrendo.

Segundo dados da consultoria Pátria Agronegócios, a colheita em 2021 será a mais tardia já registrada, conforme podemos ver ao comparar a porcentagem de milho já colhido nas principais regiões produtoras até a semana do dia 10/07:

Um período acentuado de estiagem e as fortes geadas este ano, como há muito tempo não se via, afetaram a produtividade das principais regiões produtoras, como Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais. Com isso, segundo a Safras & Mercado, a produção nacional de milho safrinha na região Centro-Sul deve atingir 56,75 milhões de toneladas, o que é aproximadamente 23% abaixo da safra colhida no ano passado.

No Paraná, que foi o estado mais afetado pelo clima, a expectativa é de que a redução da produtividade fique entre 60% e 70%, com possibilidade de algumas áreas chegarem a 100% de quebra dependendo do período em que foram plantadas.

Já no Mato Grosso Sul, a Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul), somente 1% das lavouras analisadas foram avaliadas como “boas”, sendo que as demais foram classificadas como regular (38%) e ruins (61%).

Em Minas Gerais, a seca foi a principal vilã, que prejudicou as lavouras do triângulo mineiro, onde estão localizados os municípios de Uberlândia, Uberaba e Campina Verde. Já o sul de Goiás, que também sofreu com a seca, observa-se uma recuperação tardia das plantações, porém insuficiente para amenizar a já consolidada quebra.

E no Mato Grosso, enquanto as lavouras em algumas localidades, como Barra do Garças e Água Boa, estão com o mais baixo vigor dos últimos anos, em outras, como Lucas do Rio Verde, Sinop, Sorriso e Nova Mutum, as plantas apresentam crescimento satisfatório, mas, ainda assim, aquém do registrado nas safras anteriores.

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