ECONOMIA

A ciência a favor do etanol de segunda geração

Um dos campos mais férteis do agronegócio brasileiro é o da pesquisa, tanto pela riqueza de informações e soluções geradas todos os anos quanto pelo potencial dos profissionais dedicados ao desenvolvimento científico. Exemplo dessa produtividade foi divulgado pela Universidade Estadual de Campinas, a Unicamp. Está em andamento no Instituto de Biologia (IB) da instituição um estudo que pode aumentar em 20% a produção de etanol derivado do bagaço da cana-de-açúcar, o chamado etanol de segunda geração.

A pesquisa consiste em realizar alterações genéticas nas paredes celulares da cana para aumentar a disponibilidade dos açúcares presentes nessas paredes e, por consequência, o aproveitamento econÎmico do bagaço. As características físicas e produtivas da planta serão preservadas, assim como seu desenvolvimento natural.

O projeto dessa cana geneticamente modificada está sob os cuidados de Pedro Araújo, técnico do laboratório do Departamento de Genética, Evolução, Microbiologia e Imunologia do IB, com coordenação do professor Marcelo Menossi Teixeira, especialista em genética vegetal. Há ainda a colaboração do doutorando Rafael Gallinari e de Paul Dupree, professor da University of Cambridge.

Apenas como um exercício estatístico, a Política Nacional de Biocombustíveis (Renovabio) traz como metas do setor para 2030 elevar para 45% a participação de energias renováveis na composição da matriz energética. Nesta conta, o etanol de primeira geração entra com cerca de 50 bilhões de litros, enquanto que o de segunda geração chega a 2,5 bilhões de litros, um considerável incremento.

Por mais cedo que possa ser para se pensar nos resultados práticos da pesquisa da Unicamp, nada impede que se vislumbrem oportunidades, seja para alcançar a meta, seja para superá-la.

1 Comentário

  1. fghfh

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