AGRICULTURA

3 dicas de ouro na hora de adquirir fertilizantes

O mercado de insumos agrícolas terminou 2020 em alta, batendo recordes de produção. De acordo com a Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), as vendas totais para o setor de fertilizantes devem ultrapassar 38 milhões de toneladas.

Segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), em julho do ano passado já havia mais de 20 milhões de toneladas entregues às revendas — 15,7% a mais que no mesmo período em 2019.

Para 2021, o cenário deve se manter positivo no agronegócio brasileiro. É o que espera Eduardo Monteiro, vice-presidente comercial da Mosaic Fertilizantes. Para ele, o aumento na demanda por esses produtos poderá chegar aos 3%.

Pegando carona nessas informações, o Clube News decidiu aproveitar para discutir a importância de ficar atento à qualidade dos fertilizantes que você utiliza na sua lavoura.

A seguir, vamos falar um pouco melhor sobre o assunto e apresentar os aspectos que não podem passar despercebidos na hora da compra. Acompanhe!

Por que os fertilizantes são tão importantes?

Em 1786, o economista Thomas Malthus elaborou uma das linhas de pensamento mais conhecidas da história: a Teoria Malthusiana. Nela, Malthus sinalizava que o crescimento populacional tornaria a produção de alimentos insuficiente para atender à demanda mundial.

Apesar de apontar algumas soluções estritamente polêmicas, essa foi uma forma de estimular os governos a pensarem a respeito do assunto — afinal, o planeta caminhava para seu primeiro bilhão de habitantes.

Desde então, esse se tornou um dos maiores desafios da agricultura. Mas a ciência e a tecnologia fizeram avanços promissores, trazendo incontáveis recursos que auxiliam cada vez mais os produtores.

Entre eles estão os fertilizantes, produtos indispensáveis para quem quer ter sucesso no campo.

Toda essa importância tem a ver com os resultados positivos que eles trazem, visto que a quantidade disponível de nutrientes no solo não consegue atender à demanda de toda a lavoura, que trabalha em ritmo de alta produtividade.

Logo, os fertilizantes são aplicados para suprir essas necessidades e garantir que as plantas atinjam seu máximo potencial de crescimento e produção.

Quais os principais tipos de fertilizantes?

Como se sabe, as plantas carecem de diversos elementos essenciais para o seu pleno desenvolvimento. Aos requisitados em maior quantidade, damos o nome de macronutrientes, tais como:

  • Nitrogênio;
  • Fósforo;
  • Potássio;
  • Cálcio;
  • Enxofre;
  • Magnésio.

Já os que são exigidos em menores quantidades classificam-se como micronutrientes, dentre os quais:

  • Boro;
  • Manganês;
  • Cobre;
  • Molibdênio;
  • Ferro;

Para que esses nutrientes sejam suficientes para atender às exigências das culturas, existem basicamente 3 tipos de fertilizantes que podem ser aplicados. Conheça-os a seguir.

Fertilizantes orgânicos

São aqueles formados por materiais moídos ou decompostos de animais e vegetais. Além de nutrir as plantas, são indicados para melhorar alguns aspectos do solo, como aeração e retenção de água.

Alguns exemplos são:

  • húmus de minhoca;
  • esterco de animais;
  • lodo de esgoto;
  • restos culturais;
  • tortas oleaginosas.

Também considerados fertilizantes orgânicos, temos os biofertilizantes. Eles são adubos líquidos obtidos mediante um processo de fermentação a partir da adição de água a estes mesmos materiais citados acima, proporcionando uma nutrição mais rápida das lavouras.

Fertilizantes organominerais

Os organominerais misturam adubo orgânico e mineral em um fertilizante só. Eles são uma boa saída para produtores que exercem outras atividades cujos resíduos orgânicos são reaproveitáveis, como a criação de porcos e aves.

Fertilizantes minerais

Chegamos ao tipo principal, do qual se trata este artigo. Os fertilizantes minerais são bastante comuns, podendo ser obtidos de forma natural — a partir da extração de rochas ricas em elementos necessários ao desenvolvimento das culturas — ou a partir de processos químicos.

O sulfato de amônia, por exemplo, é um fertilizante sintético. Já o superfosfato simples é resultado da retirada de rochas fosfatadas e sua posterior decomposição em ácido sulfúrico.

Agora que você conheceu o fertilizante mineral, não pode ficar sem saber das dicas que fazem toda a diferença na hora de adquiri-los. A seguir, confira os três principais pontos aos quais você deve prestar atenção.

Que aspectos analisar na compra de fertilizantes minerais?

A compra de fertilizantes implica na verificação de três fatores: critério agronômico, qualidade química e qualidade física, descritos logo abaixo.

Critério agronômico

O critério agronômico é essencial para definir a escolha do produto certo. Nada mais é do que considerar o uso de fertilizantes adequados para as condições daquele cultivo.

Para isso, o produtor deve realizar a análise de solo e, uma vez conhecendo a exigência nutricional da cultura a ser implantada, será possível estabelecer a composição do fertilizante — incluindo os teores de cada um dos nutrientes e a quantidade a ser aplicada.

Ele também orienta para as boas práticas de aplicação, recomendando o uso de uma máquina calibrada e regulada corretamente, o que será decisivo para o sucesso da adubação.

Qualidade química

A qualidade química de um fertilizante diz respeito ao potencial do produto de disponibilizar a quantidade necessária de nutrientes a partir de sua combinação.

Isso significa que, além de conhecer a fonte ou matéria-prima utilizada na fabricação, é preciso saber se o fertilizante que foi comprado corresponde à descrição do rótulo e ao produto que está no interior da sacaria.

A aquisição de fertilizantes de empresas reconhecidas no mercado minimiza a chance de haver algum tipo de problema. No caso de existir alguma dúvida quanto ao teor dos nutrientes, o produtor poderá optar por realizar a análise química do fertilizante para fins de confirmação ou ressarcimento por parte do fornecedor.

Qualidade física

Em termos de aparência, um bom fertilizante tem pouca presença de pó. O excesso de partículas finas, além de causar problemas na distribuição do produto, é capaz de criar uma pasta que entope os equipamentos de aplicação quando aliada à umidade.

Falando nisso, quanto mais parecido o tamanho dos grânulos de um fertilizante, menor a segregação e mais fácil a aplicação do produto, o que garante uma eficiência operacional e agronômica bem melhor.

Por fim, também existem fertilizantes que oferecem diversos elementos reunidos em um mesmo grânulo, proporcionando uma maior uniformidade na sua distribuição e, consequentemente, no fornecimento dos nutrientes às culturas.

Como você viu, os fertilizantes precisam ser escolhidos a dedo para que a adubação do solo seja eficiente. Então, já sabe: da próxima vez em que for comprá-los, lembre-se das nossas dicas e fique atento aos principais critérios que impactam em sua qualidade.

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